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Por Que Sua Agência É Uma Bosta (E Como Consertar)

Tá, você quer ter ou tem uma agência de marketing.
A maior parte dos negócios de agência são uma bosta, sendo sincero.
Muita concorrência, pouca diferenciação.

Mas dá pra começar com pouco dinheiro e ficar muito rico.
Quão rico?
Em poucos anos você pode ser um multimilionário. Ter uma empresa que fatura dezenas de milhões de reais, com margens de 30–40% ao ano.

Eu fiz o teste, abri uma agência e bookei 1MM em 3 meses.

Mas o que diferencia as agências boas das ruins?

Se eu tivesse que começar do zero hoje — sem audiência, sem contatos, sem capital — isso é o que eu faria.

Você precisa dominar alguma coisa. Não importa o quê — tráfego, copy, CRM, vendas, automação, lançamento (foi meu caso). Escolha uma. Estude. Aplique. Erre. Ajuste.
“Mas eu não sou bom em nada.”

Então dê três passos pra trás, não abra uma agência. 

Fique bom em algo. Compre conhecimento. Ele paga os melhores dividendos. Compre cursos, pague mentorias, estude.
Ninguém nasceu pronto. Conhecimento vem de estudo + prática.

Se não tem onde praticar, pratique de graça. Trabalhe por variável. Ajude alguém. Faça acontecer. Encontre aquele seu amigo que tem uma empresa e ofereça ajuda de graça.

Vou imaginar que você já é bom em algo.

Estamos numa economia em que quem controla canais, controla vendas.

E o melhor canal para um marketeiro são as redes sociais.

A Amazon não é a maior vendedora porque tem os melhores produtos. É porque é dona do melhor canal.

De preferência um canal proprietário.

Toda agência começa vendendo pros amigos e com…tráfego pago.

Meta Ads e Google.

Mas existe um problema: todo mundo pode comprar anúncio.

No digital, tudo é copiável. Criativo, oferta, landing page.

Você vira uma commodity em uma semana.

A única forma de deixar de ser commodity é criar uma marca.

Marcas existem para diferenciar coisas que, na prática, parecem iguais.
Refrigerante é tudo açúcar (ou adoçante) e gás, até alguém colocar numa lata vermelha e escrever “Coca-Cola”.

No marketing é igual.

Agências parecem todas iguais… até alguém virar a escolha óbvia.

Tá, mas como se cria uma marca no marketing?

Marca é sobre diferenciação.

É sobre ter algo que ninguém mais tem.

Minha agência faturou bem porque tinha algo que só eu tinha:

Fernando Miranda.

Tá Fernando, eu não tenho você, e agora?

A lógica é a mesma.

O futuro das agências são os IPs.

Propriedades intelectuais.

Aqui é onde agência vira plataforma de aquisição.

iFood, Mercado Livre e V4 vendem a mesma coisa: vender mais.

A diferença é como isso acontece na prática.

Quando um restaurante contrata a V4, ele contrata um monte de coisas: estratégia, anúncios, cardápio digital, tráfego, testes e otimização.

O resultado vem se tudo isso for bem executado.

Às vezes o cliente vai gastar 10–20 mil para ter a PRIMEIRA venda.

Já no iFood o caminho é direto: o restaurante se conecta a uma audiência pronta, aparece para quem já quer comprar e só paga quando o pedido acontece.

A V4 vende o meio para vender mais.

O iFood e o Mercado Livre vendem…bom, a venda pronta.

Um bom restaurante faria os dois.

Mas quem tem a melhor oferta?

Na minha visão, a melhor “agência” do mundo é a Red Ventures.

Em vez de disputar cliente no leilão de anúncios, ela compra audiências inteiras.
Adquire e constrói marcas como sites de review, conteúdo e comparação que concentram atenção qualificada no momento da decisão.

Ela comprou, há algum tempo, a Bankrate por mais de 1 bilhão de dólares.

A Bankrate é o melhor exemplo desse modelo.

A Red Ventures poderia vender só mais uma solução de tráfego pago.

Mas ao invés de comprar anuncio direto pro cliente, ela compra pro seu site proprietário.

O cara entra na Bankrate querendo escolher um cartão de crédito.

Lá ele compara dezenas ou centenas de opções, vê taxas, benefícios, rankings e recomendações.

Quando escolhe um cartão e clica para contratar, não importa qual banco ele escolha: 

aquele banco paga para a Red Ventures por lead, comissão ou contrato.

A Red Ventures só ganha se o negócio acontecer.

A audiência fica pra ela. E ainda ganha uma grana pesada quando a venda acontece.

Ela ganhou porque controla o lugar onde a decisão acontece.

Percebe o padrão?

A Red Ventures sempre vende… UMA VENDA. Além do bankrate, ela tem uma duzia de sites para aquisição. De tudo quanto é setor.

Quando ela vende, o cliente não está nem aí para como isso acontece.
 

Ele só quer a venda.

Mas, ao ser dona da audiência, a Red Ventures faz isso mais barato, mais previsível e com uma defesa gigante.

Ela tem um diferencial claro. Só ela tem a Bankrate.

Quem controla o canal controla o cliente.

Por isso a Red Ventures não é “mais uma agência”.

Ela virou uma holding de mídia + performance, com IPs que reduzem CAC, criam barreira de entrada e sustentam um faturamento de dezenas de bilhões.

Ela transformou de agência para plataforma de aqusição.

Agência cobra fixo.
Plataforma cobra variável.

Agência vende hora.
Plataforma vende resultado.

Quando você constrói um IP: portal de leads, marca de conteúdo, evento, sistema próprio,  você deixa de ser prestador de serviço e vira dono do canal.

Você fica indemissível (essa palavra existe?). 

E aí você para de cobrar R$ 5 mil fixo por mês e começa a cobrar por consulta marcada, contrato assinado ou venda gerada.

Você cobra o médico quando marca consulta.
Cobra o advogado por contrato assinado.
Cobra o e-commerce por variável das vendas.

Escala junto com o negócio.

Seu teto deixa de ser o número de horas do dia.
Seu teto passa a ser quantos clientes aquele IP consegue gerar.

E seus clientes adoram.
Porque só pagam quando funciona.

Imagina vender dizendo:
“Só me paga se funcionar.”

Quão mais você venderia?

É por isso que o iFood tem 380 mil restaurantes.
Sim, meu jovem mancebo, você é concorrente do iFood.

Mas Fernando, é só isso?

Se você internalizar isso, você já vai ser bem melhor que 90% das agências.

Mas esse quase velho professor tem algo a mais pra te ensinar.

Aqui entra a parte que separa agência pequena de negócio grande.

Trazer cliente é só metade do jogo.
A outra metade é extrair valor.

A maioria das agências faz o seguinte:
fecha um cliente, entrega o combinado e parte para o próximo.

Errou.

Todo cliente, SEM EXCEÇÃO, revela novos problemas depois que entra.
E cada problema é uma nova oportunidade de receita.

É muito difícil ganhar dinheiro vendendo um único produto para um cliente.
Você ganha dinheiro quando aumenta o LTV.

Aqui é onde a maior parte das agências trava.

Vendem uma “assessoria” de 5k por mês e ficam nisso.
Empilham cliente em cima de cliente.
Crescimento linear.
Margem apertada.
Operação pesada.

Boas agências têm portfólios, não serviços únicos.

Quer um site? Eu entrego.
Quer CRM? Eu implemento.
Quer automação? Eu faço.
Quer treinamento comercial? Eu treino.
Quer influencer? Eu conecto.
Quer lead todo dia? Eu gero.

Cada nova entrega é um novo fee.
Cada nova solução é uma nova linha de receita.

O cliente que entrou por tráfego precisa de CRM.
O que entrou por CRM precisa de automação.
O que entrou por automação precisa de treinamento comercial.
O que treinou o time precisa de mais lead.

Um único cliente pode valer 5x, 10x mais do que você imagina.
Mas só se você souber o que vender depois.

E agora vem a pergunta que quase todo dono de agência erra:

“Quem vai vender tudo isso?”

Aqui entra o erro mais comum, das agências bosta.

Quando o dono começa a ganhar dinheiro, a primeira contratação costuma ser:
tráfego, design, social media, operação.

Errado.

A primeira contratação de uma agência não é tráfego.
Não é design.
Não é mídia.

É vendedor.

E não é qualquer vendedor.
É um exército deles.

Aqui está o segredo mais óbvio das agências que faturam muito:
elas não são boas só em prestar serviço.
Elas são boas em vender o seu proprio serviço.

A maioria das agências está obcecada em crescer o negócio dos clientes…
e esquece que elas próprias têm uma empresa.

E essa empresa também precisa vender.
Todo dia.
Todo mês.
Todo trimestre.

Crescimento não vem só de entregar bem.
Crescimento vem de vender mais.

E isso só acontece se existir gente na empresa 100% focada em aquisição.
Gente que acorda pensando em prospectar.
Gente que vive para qualificar, apresentar e fechar.

O principal “segredo” da V4 não é criativo.
Não é mídia.
Não é a lindeza do Dener.
Não são cases bonitos no Instagram.

É força de vendas.

Vendedores bem treinados.
Bem incentivados.
Bem estruturados.
Com meta clara e comissão agressiva.

Porque de nada adianta você ter marca, IP, audiência e portfólio gigante
se não tem ninguém transformando isso em contrato assinado.

Vendedor descobre o problema real do cliente.
Vendedor identifica a próxima oportunidade de upsell.
Vendedor mantém o pipeline cheio enquanto você escala a operação.

Sem vendedor, você depende de indicação, timing e sorte, sei lá como você vende hoje.
 

Então, resumindo tudo:

Se você quer ter sucesso como dono de agência, os pilares são claros:

Pare de ser só agência e vire uma plataforma de aquisição
Construa IPs próprios. Ganhe no sucesso do cliente. Cobre no variável.

Construa IP antes de escalar mídia

 Quem controla o canal controla o cliente.
Quem tem IP vai ser copiado

Tenha um portfólio completo
Um cliente vale muito mais do que um único contrato mensal.

Monte um exército de vendedores
A maior parte das agências quebra não por falta de entrega,
mas por falta de vendas consistentes.

Cobre por resultado sempre que possível
Consulta marcada.
Contrato assinado.
Venda gerada.

É assim que você sai de 5k fixo por mês.
É assim que você escala junto com o cliente.
É assim que você deixa de trocar hora por dinheiro.

E é exatamente por isso que o iFood tem 380 mil restaurantes.

Sim, meu jovem mancebo:
se você tem uma agência, você não compete com outras agências.

Você compete com plataformas.

Com paz e amor no coração,

Fernando Miranda.

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